Workshop e Festival Samain

WORKSHOP e FESTIVAL SAMAIN- NOVEMBRO

Informações e Inscrições: harmoniaviva@gmail.com

 

Programa:

A Sacerdotisa, Arquétipo da espiritualidade feminina: a que muda de forma. Meditação sobre a morte, o desapego; honrar os antepassados, semear as intenções de renovação para o próximo ano. Samain, Festival da Anciã (Ritual de menopausa se solicitado por alguma participante). Honramos Atégina, Deusa Lusa, as celtas Keridween, Cailleach e outras Deusas negras/alquímicas, da vida-morte-vida.

 

Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, Samain marca o fim do ano velho e o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos espíritos é mais ténue, sendo o tempo ideal para honrarmos e agradecermos aos que já partiram. Comemora-se aqui a ligação com os antepassados, com aqueles que já partiram e que um dia, como a natureza, renascerão. Os cristãos transformaram esta data no “Dia de Todos os Santos” e no “Dia de Finados”, numa alusão a essa ligação.

Os nossos antepassados viviam-no assim: Os alimentos são colhidos após o equinócio de Outono, marcando o início dos meses em que viveremos com o que conseguimos armazenar. Os alimentos fornecidos pela Grande Deusa devem agora alimentar os seus filhos durante o Inverno, para que haja um novo começo e novas colheitas na Primavera. É assim o ciclo da vida, feito de morte e renascimento, que estabelece o eterno equilíbrio na Roda do Ano.

A noite de Samhain é propícia à reflexão sobre as nossas emoções e sobre o que ocorreu nas nossas vidas durante o ciclo que se está concluindo; para encararmos as nossas limitações e nos desapegarmo-nos de tudo que é “peso morto”, buscando inspiracão e sabedoria para vivermos as mudanças e as transformações.

É um tempo de recolhimento e reflexão, de procurarmos dentro de nós, respostas para as nossas perguntas mais íntimas. Precisamos encarar os nossos medos, preconceitos e angústias, para podermos renascer como heróis e heroínas da Vida, porque aceitámos morrer para os nossos medos e renascer para novas possibilidades de Ser. Esta é a simbologia do Santo Graal; uma busca interior de algo que queremos materializar, tornar exterior, mas que é na verdade, um tesouro a buscar dentro de cada um de nós. Somente os cavaleiros e as damas que ousarem atravessar os portais do “Outro Mundo” e vencerem a si próprios serão contemplados com a plenitude do Graal, que são as bodas místicas internas, a união da terra e do céu em cada Ser, a paz profunda que vem da iluminação. Samhain é o festival da transformação e da alegria da certeza do renascimento.

“Lavada no rio dos mistérios da Vida, que lhe corre nas veias, a Mulher pode tornar-se o emblema vivo de todas as iniciações espirituais. Desde a Core, a donzela, passando pela Mãe, à Anciã, dela serão as Chaves do Amor Maior que conduz à eternidade. Sabendo entrar e sair da floresta da crise, da dor ou da perda – pode renascer, viçosa, redescoberta, depois de feitas as melhores escolhas para a sua Alma:

Minha Alma e minha consciência, dentro do qual Eu estou incluída, como uma ilha no meio das ondas, como uma estrela no meio do céu!”

 

A Mulher seguiu o apelo se si mesma. Avançou corajosa pela espiral que contornava o precipício. Invocou os quatro elementos do ventre da Deusa e saiu vitoriosa, ao encontro de si – transformada. Resgatada a encarnação, fundida com o mistério maior, está pronta para ser criadora de universos.

“Testemunho: A possibilidade de um encontro e trabalho interno regular em união com outras mulheres e na sintonia dos ritmos e ciclos da natureza que iniciei com a jornada em Avalon e no passado mês na celebração do Equinócio. Proponho-me trabalhar a libertação do passado e dos apegos e, sobretudo, a reconexão com a minha Sacerdotisa interior através da confiança na minha intuição e sabedoria feminina. A activação desta energia no círculo feminino é muito significativa neste momento do meu percurso pessoal.”

 

 

 

 

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