SOLSTÍCIO DE INVERNO, NATAL, LUZ, ALMA, ÁGUA
Para mim, esta estação que inicia com o Solstício de Inverno (no hemisfério norte, claro), simboliza a dimensão espiritual da vida; ela representa o NASCIMENTO DA LUZ DIVINA no coração de cada ser. O ARQUÉTIPO DESTA ESTAÇÃO é o/a da BUSCADOR/A; no meu site coloquei um artigo sobre este arquétipo, que o convido a lerhttp://www.verafarialeal.com.pt/conheca-se-e-transforme-a-sua-vida-com-os-dez-arquetipos-da-completude-humana-a-buscadora_o-buscador-por-vera-faria-leal/
quem sabe você é um BUSCADOR/A E NÃO SABIA? O Buscador procura o Graal, esse tesouro que só se encontra se abraçarmos a nossa Alma. Quantos de nós têm um vazio no lugar da Alma? Quantos têm o seu poço interno seco, drenado, árido e abandonado? Este texto a seguir é sobre o poço, a água e a Alma.
 
Precisamos encontrar o nosso poço interior. A vida vem da água; o divino casamento entre o espírito e a Alma, é o casamento entre o fogo e a água. Numa sociedade tão desalmada, onde as pessoas reconhecem o seu vazio, a Alma continua a ser “inexistente” pois o vazio é preenchido com adições compulsões e fugas. Há na nossa cultura “desértica” um medo da alma e uma fome de alma expressa nesse vazio. Reflita agora por uns instantes, nos momentos sagrados da sua Vida; aqueles em que esteve ligado à Alma:
O poeta T.S. Elliot fala de um colar; diz que, quando estamos perto da morte e olhamos para a nossa vida, olhamos para um colar feito dos momentos em que o divino cruzou o humano: estes são os momentos que fazem a nossa vida. Como será o seu colar de Vida? Como já é? Quer fazê-lo neste Natal?
 colar de contas
 Esses momentos são a matriz da nossa vida, compõem o nosso mito individual, ou a Lenda Pessoal que o Paulo Coelho fala.
São muitas vezes momentos de paradoxo, como a agonia e a excitação de uma mãe a parir, com as águas a rebentarem e a nova vida a nascer. As águas estão sempre presentes em momentos de iniciação, em momentos de fusão entre o entre o pessoal e o transpessoal: vida nova, batismo, fazer amor depende de humidade e amor, lágrimas de alegria, suor de excitação num casamento, a água nos lábios de um moribundo. Em crianças, tantos de nós adoravam brincar na água. A água é um elemento feminino, recetivo, yin. Ela representa também a qualidade do feminino que é a conectividade e do sentimento que nos abre à nossa universalidade onde tudo é uma parte de tudo o resto. Água é Vida…. Como a Alma. Para nos transformarmos, temos que aceder às águas do poço da nossa Alma. A Alma quer apenas cantar a sua canção… e muitas vezes aparece-nos nos sonhos como uma criança ou bebé escanzelados e desnutridos.. abandonados num sótão escuro e sujo…como o os desejos do nossos coração.O juntar da Alma eterna e do corpo temporal e finito é o trabalho que temos a fazer, para podermos ser o Graal vivo, a taça da Alma que recebe o fogo do espírito, a Luz do Natal, uma consciência amorosa, unificada, transpessoal.A Alma vê com os olhos internos e escuta com os ouvidos internos. Temos que construir em nós o contentor onde podemos proteger a nossa Alma, permitir-lhe crescer. Para sermos o contentor da energia da nossa Alma, precisamos manter o ponto de consciência para a nutrir. A qualidade da vida dessa pessoa, ou do trabalho de um grupo, ou da vida duma família, depende da consciência dessa pessoa que é o contentor da Alma. Se essa pessoa oferece amor incondicional à Alma, a Alma pode confiar e dançar, abre-se. Temos que fazer o nosso próprio contentor para a nossa própria Alma e é preciso um longo tempo e trabalho para tal. Para que o humano encontre o divino, a perda encontre o sentido, a rigidez se abra à vulnerabilidade e a vulnerabilidade à força. É esse momento de abertura que requer maior humildade: rendermo-nos (é precisa imensa força para nos rendermos conscientemente ao que a Vida nos traz pois não fazemos ideia do que o nosso destino nos pode trazer). Se nos abrirmos e rendermos, podemos descobrir que somos poetas, músicos, dançarinos, artistas, pintores, e então podemos assumir a responsabilidade por levar adiante estes sonhos da nossa Alma. É aqui que muita gente colapsa: não quer crescer, não quer assumir a responsabilidade pelos sonhos da sua Alma, querem ficar dependentes da ”velha mãe e do velho pai”, vitimas de si mesmos. Conhece alguém assim?….Só pela ligação à Alma nos tornamos completamente humanos, nos podemos abrir ao divino e é “por essa abertura” que o amor entra; é quando amamos que somos realmente curados. Tornamo-nos parte dos outros e do todo. Como nos movermos para o Amor, quando nem sequer sabemos o que ele é? É uma energia tão grande que muda até a vibração do corpo de quem ama e de quem recebe esse amor. Esta é parte do novo paradigma, que virá depois do patriarcado: o poder da força substituído pela Força do AMOR. E só podemos ancorá-lo na nossa sociedade, se nos enraizarmos primeiro no nosso próprio poço cheio da Alma. Se não o fizermos, vamos desesperadamente à procura dessas Águas, desse poço nutridor nos outros e (re)começam as projeções e as dependências.
poço
Cada um tem o seu próprio poço, com o seu próprio tesouro. Cristo quando estava sentado junto do poço com a samaritana, disse-lhe: “Eu posso dar-te água de uma fonte que nunca se esgota, a água viva…” Essa água é a única capaz de nos alimentar eternamente. A Deusa chama-nos, na abertura á nossa Alma, a receber esse Amor oblativo e abundante.
Estamos a ser desmembrados no desfazer do velho paradigma mas não estamos sós… todos estamos nesse desmembramento, chamados a renascer. Somos forçados A PRESTAR ATENÇÃO AOS NOSSOS PROFUNDOS VAZIOS PESSOAIS E COLETIVOS E A MUDAR…como encontramos a coragem para seguir adiante na mudança? Onde estão as imagens, as orientações que nos redimem e orientam? Estão dentro do nosso próprio poço: podemos beber da sua água, ou morrer de sede. É importante que as pessoas despertas permaneçam despertas, ou um pequeno desaire pode desencorajá-las e levá-las de volta ao “sono”. Os sinais que nós damos – sim, não, talvez – precisam ser claros; as trevas em redor são fundas. Mas é quando a noite é mais escura, que desperta a madrugada!
 
Dia 23 DEZEMBRO em Lisboa – celebração do YULE, O NASCIMENTO DA LUZ ESPIRITUAL. OS ARQUÉTIPOS DA SACERDOTISA e DO BUSCADOR. CONEXÃO COM ALMA.
  AscenttoLove
Aberto a mulheres e homens. Local: Centro New Freedom, R. do Centro Cultural, nr 10-3º andar,(Alvalade, Lisboa). Das 19H00-22H00.
 
Inscrições: VAGAS LIMITADAS: É NECESSÁRIO RESERVAR A PRESENÇA COM ANTECEDÊNCIA PARA harmoniaviva@gmail.com 
 
– Estas cerimónias/rituais são momentos mágicos, onde as dimensões se fundem e os portais da consciência viajam desde o corpo, à alma e desta ao coração da Terra e ao coração da Estrela Mãe;– São rituais de purificação, transmutação e libertação de dores, bloqueios, e de integração da sombra do arquétipo mensal; conscientes do seu lado sombra e do seu lado luz, podemos auto consagrarmo-nos à sua totalidade, recuperando poder interior, clareza espiritual e potenciando cura emocional.– São cerimónias lindíssimas com cânticos, danças e/ou momentos em que o oráculo da Deusa é activado e a sua mensagem passada aos participantes,– São encontros onde se capta e evoca a poética da Alma Feminina do Tempo, onde mulheres e homens são bem-vindos para comungar da mesma energia amorosa, clarividente, transformadora, e para imaginarmos juntos, o novo mythos, o novo mundo, na afirmação do novo paradigma vivo em cada um de nós.
 
Feliz Natal, na paz que começa connosco, e na esperança da eternidade e do Amor que Somos,
ÁMEN
OM
INSHA`ALLAH
ASSIM É. ABENÇOADOS SEJAM.Abraço fraterno e doce,
Vera Teresa

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