Queridos Todos!

Dedico hoje esta Newsletter em particular às MULHERES! AEHH!!

 O 4º WK DO 1º CURSO ANUAL de FORMAÇÃO de FACILITADORAS da FEMINITUDE CONSCIENTE© e SACERDOTISAS do SAGRADO FEMININO NA Maia, vai decorrer no próximo sábado 14.

Vamos celebrar OSTARA – o equinócio da Primavera na tradição celta das sacerdotisas de Avalon: a Primavera desperta as nossas hormonas e o fogo interno, abrindo o corpoalma à experiencia mas extrovertida da vida. O desejo acende labaredas desde o ventre ao coração, e somos percorridos por ondas de energia renovada, que busca levar-nos mais além, pelos caminhos do nosso destino. Será que nos deixamos mover por esse fogo? Será que nos permitimos comover por esse chamamento? e transformar por esse desejo?

Neste Workshop vamos trabalhar com as Deusas de FOGO, que nos introduzem à compreensão ARQUÉTIPO DA GUERREIRA, que a Jornada da Heroína e do Herói sempre nos convida a vivenciar e integrar.

Vamos conhecer e trabalhar em profundidade este ARQUÉTIPO DA GUERREIRA:

Os arquétipos são campos energéticos que habitam o inconsciente coletivo e que Constelam determinadas características expressivas de uma dada faceta do Ser.

Eles são permanentes – existem ao longo do Tempo –  a forma exteriorizada que assumem é que muda; as Amazonas míticas, Joana D’Arc, e até a padeira de Aljubarrota integram partes deste Arquétipo da GUERREIRA, de acordo com o tempo-espaço a que pertencem no devir das civilizações humanas. Tivemos as sufragistas, as resistentes, as feministas; as guerreiras esquecidas, as que foram queimadas em mais de um milhão durante a tenebrosa idade média e as escravas africanas vitimas de um holocausto que não durou 4 anos, como o nazi-judeus, mas 4 séculos. O Arquétipo da GUERREIRA foi naturalmente colonizado pela pseudo masculinidade patriarcal (a verdadeira masculinidade é consciente e defende os valores da Vida acima de tudo). Temos assim, a caricatura da GUERREIRA que o cinema hiperboliza por exemplo na LARA CROFT (a versão feminina do Rambo, protagonizada pela bela Angelina Jolie). A estética cinematográfica acompanha/espelha as tramas que ocorrem no inconsciente coletivo e a heroína Katniss Everdeen do filme JOGOS DA FOME, revela já um feminino redentor do coletivo, numa fita que é uma metáfora evidente do nosso sistema corrompido e decadente. Esta é uma GUERREIRA que ainda luta de acordo com as regras do sistema, e que vai aprendendo a retirar forças de si mesma, a reinventar-se, para sobreviver num regime que já não lhe serve e onde ela procura a forma certa – a sua – de Ser a mudança. Parece que haverão cenas dos próximos episódios em nova sequela…

guerreiras

Numa versão “politicamente correta” contemporânea, o ARQUÉTIPO DA GUERREIRA transforma-se no estereótipo da executiva, da académica ou de toda a mulher que sacrificou/traiu o princípio feminino: CORPO, SOMBRA, PARADOXO, PROCESSO, VIDA INTERIOR, IMAGINAÇÃO, SÍNTESE, CICLICIDADE, SER, em prol dos valores da caricatura do masculino patriarcal: produção, produto, ação, análise, extroversão, consumismo, linearidade, avidez/adições. Quando perdemos contato com a energia extraordinária do ARQUETIPO, que tem o poder real de nos vitalizar, orientar e apaixonar, caímos no oco ESTERIÓTIPO, uma sombra morta que nos assombra enquanto tentamos sobreviver, desorientadas, fugindo para a frente sem saber bem de quê.

 O que é ser GUERREIRA para si? Faça um exercício de associação livre com a palavra Guerreira/o. E durante um minuto escreva tudo o que lhe vier à mente sobre a mesma. Se houver alguma palavra negativa tem algum “assunto” a resolver com ela/e…

GUERREIRA é quem faz a GUERRA – aquelas mulheres que insistem em dizer que são muito Guerreiras, depois não compreendem porque é que as suas vidas são campos de batalha sistemáticos. As mais das vezes nem se apercebem de que estão a atrair continuamente para as suas vidas, “guerra” (conflito, dificuldades, lutas, dispêndios energéticos imensos), com essa programação… e terão que ser vencidas pelo cansaço.

Terão eventualmente que aprender que muitas vezes, a maior coragem é a de depor as armas e aprender a receber a FACILIDADE, o bem, a oportunidade, a bênção, a doçura nas suas vidas. E dizemos que somos GUERREIRAS DA LUZ – Como se a Luz não andasse sempre de mãos dadas com a SOMBRA, que quando é acessada e consciencializada liberta sempre mais Luz, num processo evolutivo eventualmente interminável.

Por outro lado, oiço muitas mulheres esconderem-se por detrás de clichés pseudo-espirituais ou falsamente virtuosos, para mascarar a sua profunda insegurança e incapacidade de ativar este ARQUÉTIPO DA GUERREIRA nas suas vidas. Querem fazer coisas, cursos, viagens; querem deixar relações e estilos de vida mortos, querem ter mais tempo para honrar as suas necessidades e criatividade mas… tragicamente desresponsabilizam-se pela sua vida e ao invés de pagarem o preço para evoluir, pagam as tristes faturas que conhecemos.

E temos todos os outros milhões de mulheres, as GUERREIRAS anónimas, …como no magnifico filme que muito aconselho, LA SOURCE DE FEMME (A Fonte das Mulheres) http://www.youtube.com/watch?v=khs-6bw_Hts  onde com humor se tratam temas fundamentais da Vida das Mulheres e dos Homens.

A GUERREIRA tem caraterísticas que podemos enumerar:

– Tem uma causa (consciente e/ou inconsciente)

– Dirige enormes quantidades de energia psicofísica em prol desse ideal/projeto

– Passa por diversas etapas, cíclicas e claramente diferenciadas, nas suas batalhas

 – Eventualmente é profundamente transformada e RENASCIDA de todo o processo que é afinal, a Vida. E às vezes, partimos para o mundo com muita vontade de o salvar.., e quem acaba por ser salvo somos NÒS!

 Um abraço de Corpo-Alma inteiro,

Vera Faria Leal 

 Para garantir a sua participação, neste Workshop a decorrer na Maia sábado 15 Março todo o dia, uma vez que as vagas são muito limitadas, peça por favor a sua Ficha de Inscrição para o email: filipa.e.ventura@gmail.com 

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