O MITO DO APOCALIPSE; LUA NOVA DE VIRGEM

 Queridos Todos,

Produtiva e integrada Lua Nova de Virgem!

 Arquetipicamente a Virgem é uma das faces da Deusa  – virgem, amante-mãe, e anciã. Na antiguidade a mulher virgem era aquela que não pertencia a homem algum, antes pertencia a si mesma, nada tinha que ver com a sua sexualidade. Era una, inteira em si mesma – isto só é possível, este estado de unidade interior/psíquica, se formos capazes de ser verdadeiramente RECETIVOS À VIDA: dizer o SIM à Vida, enraizados inteiramente no corpo e alma. Este é para mim, o verdadeiro Mistério da Virgem, a real pureza que o Arquétipo expressa, pois é preciso muito trabalho interior e espiritual para se chegar a este nível de consciência, a esta atitude perante a Vida. Tudo nela pode crescer como numa floresta virgem, quando o tempo é chegado. Eu ensino nos meus cursos que o Mistério de Ser a VIRGEM – é a alquimia da UNIDADE de corpo, mente e alma, a integração de corpo, mente e espírito, que só pode ser alcançada com auto conhecimento, vida interior, discernimento das paisagens internas e aceitação profunda e inteira de quem somos. Antes de chegarmos a SER VIRGENS, temos que ser Mães (sim a mãe aqui vem antes da Virgem):

Durante a Era de Peixes (os últimos 2 mil anos sensivelmente, desde o inicio da era cristã) Maria assumiu o papel da Deusa tríplice (Virgem, Mãe e Anciã de sabedoria compassiva perante as nossas dores) tornando-se o “novo” símbolo da Mãe Divina durante essa era. O arquétipo da Grande Mãe tem como todos, duas faces: a Mãe devoradora, negativa, regressiva, e a Mãe Boa, doadora de amor incondicional, que se faz espelho onde vemos quem podemos vir a Ser. Só trabalhando essa Mãe Boa amorosa e contentora em nós, podemos aspirar a dar à Luz a Virgem em nós, essa consciência de unidade que transforma o mundo. Grande ensinamento a deste Signo!!

lUA nOVA vIRGEM

 Graças por esta Lunação bem ligada ao “temível” par Marte-Saturno em Escorpião! A consciência deste trabalho Virginano de discriminação, de usarmos a energia vital ao serviço da tarefa de nos tornarmos “virginais”, ligado ao nosso Centro ou Self ou Eu divino/arquetípico. Com Vénus e Júpiter em Leão propondo a abertura do coração e uma expressão mais criativa e irradiante, dos ensinamentos (sabedorias espirituais, e Neptuno oposto à lunação, convida à meditação, à imaginação criativa, ao trabalho com os sonhos, arquétipos, mitos e linguagens simbólicas e à integração do PARADOXO (o extraordinário paradoxo sobre o qual falarei noutra ocasião) entre céu e terra, perceção da individualidade e da unidade, razão e coração, analise e síntese, etc.

Bem precisamos destas propostas, que abrem a nossa intuição e visão internas a uma nova forma de Ser e fazer… Saturno e Marte em Escorpião não dão tréguas, no sentido do escavar nas mágoas, dores, trevas, raivas, medos, corrupções, segredos tóxicos, tabos, etc. Os conflitos tonam-se evitáveis se assumirmos que todo essa bagagem está essencialmente dentro de cada um de nós; se limparmos a paisagem interna, curando-a, redimindo-a com terapia, conhecimento, partilha, humildade, criatividade, arte, imaginação ativa, mitologia – então o exterior espelhará essa nova vibração, consciência e unidade. Podem ser tempos de brutalidade, horror e vingança, ou tempos de “verdadeiro” e não literal apocalipse: queda, descida ao profundo de nós mesmos, redenção e ascensão para uma nova realidade, interior e externa.

Considero que este mês de Setembro é um dos mais tenso do ano, até Marte deixar Escorpião. Vivemos, claramente, o Mito do Apocalipse.

 “Os mitos referem a Jornada do Herói, o seu processo de individuação” Joseph Campbell.

“Os mitos exprimem a evolução da consciência num universo que fala através de nós” Michael Bernard Beckwith.

O Mito é psicologia coletiva sentida no nível individual. Porque considero os trânsitos astrológicos muito importantes e expressivos desta transição de mitologias, vou dar duas palestras sobre este tema:  NORTE:

CONSTRUIR A SUA NOVA HISTÓRIA de VIDA ou MITO:

EVOLUÇÃO INDIVIDUAL À LUZ DO MITO DO APOCALIPSE QUE VIVEMOS COLETIVAMENTE

Palestra de Vera Faria Leal no Espaço Portal, Maia, dia 11 Setembro ao final do dia. Informações: filipa@espacoportal.com

 Lisboa: FEIRA ALTERNATIVA FESTIVAL DA TERRA 2014, DIA 6, sábado às 15H30.Parque de Jogos do Inatel, estádio 1º de Maio, Alvalade Lisboa.

Aqui fica um esboço do que vou falar:

 -Como chegámos até aqui?

Devido às nossas mundovisões, OS PARADIGMAS que nos ajudam a traduzir e compreender a realidade.

-Consequências da perda da consciência mítica na pessoa e no coletivo

Essas mundivisões surgem, desenvolvem-se, e começam a perder a sua vitalidade, a sua “numinosidade” e a revelar as suas falhas, deficiências, a desgastar-se e a deixar de ser emocionalmente atrativas. Perdem o poder de nos devolver sentido da realidade e em última instanciam das nossas vidas.

AS 3 MUNDOVISÕES DA HUMANIDADE

– O ATUAL falhanço sistémico logo apocalíptico: não é só de valores morais, religiosos, mas económico, financeiro, politico, educacional, ecológico…

Descobre e descodifica a nova mundo visão ou ERADIGMA: “O Universo, o sistema solar e o planeta Terra em si e na sua emergência evolutiva constituem, para a comunidade humana, a principal revelação do mistério fundamental a partir do qual todas as coisas surgem.” Thomas Berry

A qualidade da nossa vida depende da qualidade das histórias (mitos) que contamos a nós mesmos e que acabamos por viver. Como conhecer e transformar o teu mito pessoal…

– Estamos entre grandes histórias/mitos e as antigas já não funcionam: O NASCIMENTO DO NOVO MITO: A ascensão da Terra como farol para uma nova história coletiva.

Earth-Moon1

 . O que vai mudar radicalmente na nossa perceção da vida humana terra.

– A nossa identidade ligada ao cosmos

-Consequências prováveis ao nível da espiritualidade

-Sugestões para descobrir –  e transformar – o seu próprio MITO pessoal

– Sugestões para evoluir do Terracalipse para a RENOVAÇÃO PLANETÁRIA 

 

Um abraço do coração,

 Vera Teresa

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