Queridos Todos,

Existem de acordo com o genial Carl Jung, 4 funções psicológicas, que assumimos em variadas proporções.
– A função pensamento, híper mega endeusada na nossa civilização ocidental, traz clareza e objetividade, mas não a capacidade de valorizar, de aferir sentido e atribuir valor.  
 A função sensação descreve o mundo físico, mas também não nos possibilita a capacidade de valorizar, de aferir/atribuir sentido e valor.  
– A função intuição sugere-nos uma vasta gama de possibilidades, mas igualmente não representa a referida capacidade de valorizar.

Acredito que a função sentimento – a função ferida, negada e reprimida na nossa civilização patriarcal – tem a maior capacidade de valorizar, de aferir/atribuir sentido e valor a algo. Acredito que é esta a função que nos torna “mais humanos”, que nos a ajuda a aferir esse valor também para nós mesmos, contribuindo para a nossa segurança, alegria, sentido de pertença e felicidade. Através destes valores – do sentimento, da alma, da inteligência do coração, da relação – conhecemos, honramos e apreciamos o sentido da vida.  
Pessoas que têm essa função desenvolvida e diferenciada, trazem graça, verdadeira relação e bons sentimentos à sua vida e à dos outros. Sentimo-nos valorizados e valiosos na sua presença. GANDHI, MARTHIN LUTHER KING, MADRE TERESA, DALAI LAMA e NELSON MANDELA eram tais pessoas. Se as pessoas mais extraordinárias do séc. XX/XXI tinham esta função do sentimento (que nada tem a ver com “sentimentalismo piegas”, como vimos) tão diferenciada nas suas personalidades, são certamente uma referência que nos inspira a desenvolvê-la em nós mesmos. Os Tempos convidam-nos a esta reintegração, cujo sentido é tão sincronisticamente alinhado com a Lunação de Sagitário que agora vivenciamos. Sagitário representa a Luz depois das trevas, a vida depois da morte, a Luz de uma consciência mais unitária, fraterna e universalista triunfando!

Sagitário, signo da fé, dos ideais e da visão espiritual, era o Ascendente (importante ponto do mapa astral) de Mandela e Madre Teresa, enquanto que Gandhi e Martin Luther King tinham Saturno (o planeta que simboliza a mestria a alcançar) também no signo de Sagitário, que agora atravessamos.

NELSON MANDELA
 
O seu sol em Caranguejo (como o do Dalai Lama) na casa 8, da morte e transformação, teve que morrer para memórias antigas de dor e perda que a sua lua em Escorpião transportou para esta existência, para poder renascer para uma nova fé e visão, nutridas pela rendição da sua alma à universalidade da casa XII (entrega ao Todo) onde estava a sua cabeça do dragão (o seu destino).
 “…Eu sou o senhor do meu destino. Eu sou o capitão da minha alma. “

Este pequeno excerto do poema Invictus de William Ernest Henley, que Mandela leu muitas vezes na prisão para se alentar, reflete um destino que se cumpriu pela rendição da personalidade à vida da Alma. Acredito que as mais difíceis lições tenham sido as que travou dentro de si mesmo, durante os 27 anos (um ciclo de Saturno ou de estruturação de uma nova maturidade) em que esteve preso. “Podem tirar-nos tudo menos a mente e o coração” (Mandela).
 

“O que conquistar os inimigos, é forte. O que conquista a si mesmo, é poderoso. Aquele que conquista os outros, tem força. Aquele que conquista a si próprio é a própria força.” TAO TE KING.
 nELSON mANDELA

Caranguejo é um signo tradicionalmente ligado ao clã, à tribo, à pátria/mátria. Caranguejo é regido exotericamente (ao nível da personalidade) pela Lua (mãe, maternar) e esotericamente (ao nível espiritual) por Neptuno, o Deus dos oceanos do subconsciente e do cosmos. De pai de uma tribo/fação africana, tornou-se o pai de uma nação de negros, brancos e mestiços, e o profeta de uma nova visão para um planeta inteiro. Caranguejo é um signo ligado aos valores do sentimento e do primado da Vida, valores que escreveram a sua existência na terra. Mandela, como o centauro sagitariano que eu ligo a Quiron, o arquétipo do “Curador-Ferido”, comprovou que os maiores curadores são os que puderam curar significativamente a sua própria ferida. Para mim, a Alquimia de Mandela assentou no espaço e na disponibilidade interiores, que deram lugar a que a sua Alma destilasse o perdão que é como que uma unificação entre opostos, evocando o tercia non datur ou a função transcendente Junguiana, integradora do Ego e do Self (Eu divino). Como AMAR É UNIR, como me ensinou outra minha mestra Sagitariana a querida Maria Flávia de Monsaraz, sempre que amamos transcendemo-nos pela integração de algo mais do que “apenas o nós que conhecemos melhor”: o EU que Também desconhecemos, e cuja amplitude abarca o que é amado.

Não sinto que precise acrescentar muito mais, nesta profunda lunação Sagitariana onde somos seriamente convidados a redefinir e fortalecer os VALORES QUE NOS ACRESCENTAM ESPERANÇA, VISÃO, SABEDORIA E PROPÓSITO, e com eles escrever, também, inspirados pelo Mestre Madiba, A NOSSA NOVA HISTÓRIA DE VIDA EM 2014!

OBRIGADA MANDELA! 
mandela (1)

Desejo-vos uma Lunação de Sagitário (de 3 a 31/12) na renovação da esperança na vossa nova história de vida e na humanidade. Deixo-vos o poema de Marianne Williamson que MANDELA ajudou a celebrizar quando o leu num dos seus famosos discursos, e brindo à Luz espiritual do amor e da unidade despertando em cada um dos nossos corações.
Abraço doce,
Vera
  

A nossa Luz

O nosso medo mais profundo, não é que sejamos LIMITADOS.O nosso medo mais profundo, é que sejamos demasiado poderosos. É a nossa LUZ, e não a nossa escuridão, que mais nos assusta. Perguntamos a nós próprios: “Quem sou eu para ser tão Brilhante, Radioso, Talentoso, Maravilhoso?

Na verdade, quem és Tu PARA NÃO O SERES? Tu és filho de Deus, filho da Vida. Os teus pequenos “jogos” não servem ao mundo. Não há nada de brilhante em te diminuíres a ti próprio para que os outros não se sintam inseguros perto de ti. Tu és suposto brilhar como as crianças. Nascemos para fazer o manifesto da Glória de Deus, que está entre nós. Não está apenas em alguns de nós, está em toda a gente. E, quando deixamos a nossa luz brilhar, inconscientemente damos aos outros a possibilidade de brilhar também. À medida em que nos libertamos do nosso medo, a nossa presença automaticamente liberta os outros!
Tradução livre de Vera Faria Leal,  do texto  Let Your Light Shine de Marianne Williamson

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