LUA NOVA TOURO E NOVOS CURSOS WCI E FEMINITUDE 2014-15 NO PORTO

Queridos Todos,

Excelente Lua Nova de Touro! Acabados de sair de um mês intenso, eis que surge outro…Esta Lua Nova é também um eclipse solar que ocorre no útero na grande cruz cardeal, com Neptuno Vénus e o Quíron ajudando a criar a nova história de que vos tenho vindo falar. Individual e no inconsciente coletivo. Uma história de busca pelos valores do amor, paz, sabedoria e compaixão. A começar dentro de cada um de nós.

Lua Nova Touro 2014

Um eclipse solar é uma Lua Nova extra potente – plante as suas sementes  de uma nova conexão com a Mãe Terra,   a matéria, o corpo, e os outros. A CHAVE PARA OS ECLIPSES É A MUDANÇA! Veja a mudança que vai vir até si e reinvente-se valorizando-se e amando-se mais do que nunca!

O Feminino ensina-nos, em vez de temer o desconhecido, a abrirmo-nos e a abraçar o Mistério da VIDA, A PERMITIR QUE ELE NOS ACONTEÇA. TRATA-SE DE UM NOVO E FRESCO COMEÇO!

Touro é regido por Vénus Afrodite, Deusa do Amor. Hoje escolhi enviar-vos excertos de Entrevistas sobre o Amor e sobre a Mãe, que é particularmente recordada em Maio.

Na poderosa Lua Cheia de Touro- Escorpião dia 15 Maio, darei uma Palesta em Lisboa, precisamente sobre esta lunação e o PODER do AMOR que para mim, é o novo paradigma que todos estamos a co-criar, fazendo história com os novos mitos que escrevemos com as decisões quotidianas da nossa vida.

Aproveito para informar que estão abertas as inscrições para os novos cursos 2014/2015 na Maia, Porto: WISDOM COACHING INTEGRAL http://www.verafarialeal.com.pt/wisdom-coaching-integral/

lOGO wci

Vai decorrer em 5 sextas-feiras das 19H30 às 23H00 com a possibilidade de CERTIFICAÇÃO EM WISDOM LIFE COACH (MAIS 4 DIAS EM Junho 2015): 12 Set; 21 Nov; 2015: 30 jan, 27 março,29 Maio.

 

 

 e FEMINITUDE CONSCIENTE E SAGRADO FEMININO: http://www.verafarialeal.com.pt/formacao-de-facilitadoras-da-feminitude-consciente-e-sacerdotisas-do-sagrado-feminino/

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Datas: 13 Set; 22 Nov; 2015: 31 Jan, 28 Março, 30 Maio (sábados, 9H30-18H00).

 

 

 

NOVO CURSO DE ASTROLOGIA NÍVEL 1: Datas: 13 Set; 22 Nov; 2015: 31 Jan, 28 Março, 30 Maio (sábados, 9H30-18H00).

Logotipo escola astrologia

 

 Informações: Filipa Ventura: filipa@espacoportal.com 

Que possam semear uma vida baseada nos vossos verdadeiros valores nos desejos do coração, aprendendo cada vez mais a Ser o Amor em ação, que é uma consciência expandida, integrada, lúcida e criativa e unitária. 

 Abraço do coração,

Vera

Entrevista na REVISTA PROGREDIR MAIO 2014:

Ler a entrevista completa em: http://www.revistaprogredir.com/vera-faria-leal.html

 Progredir: O tema deste mês da Revista progredir é “Ser Mãe” como mulher e mãe, à luz do desenvolvimento pessoal como vê este acontecimento na vida de uma mulher.

 Ter filhos é um imenso privilégio, uma oportunidade ímpar de aprender o Amor. Os meus filhos são a minha maior obra, o maior presente que a Vida me ofereceu. Quanto mais vivo, mais apaixonada por eles fico, se tal é possível; são os melhores espelhos da minha luz e da minha sombra. Este espelhamento, precisa ser tornado consciente, para que à dor que tantas vezes provoca seja dado sentido e possa resultar em expansão de consciência e maturidade. A Vida dá-nos as oportunidades de amarmos sempre e cada vez mais os outros, de os respeitar por quem são, ajudando-os a ser quem nasceram para ser. Os cursos e as terapias ajudam-nos imenso, e é na prática com os nossos filhos, que a integração dos ensinamentos se testa e valida. A mais que milenar ferida do feminino, em mulheres, homens e cultura, expressa-se naturalmente, na nossa sociedade ainda patriarcal (mas cada vez menos) na forma como somos mães e filhas. Muito trabalho há a fazer para curar a cisão do feminino-masculino, coração-mente, matéria-espirito, que deixou marcas horrendas na história humana. Uma mulher sem poder (como é habitual) tenta manipular os filhos, seja pela agressão, seja pela co dependência (que também é agressiva). Uma mãe inconsciente, tenta projetar a sua vida não vivida para cima deles, oferecendo-lhes um presente envenenado do qual podem nunca se libertar. Uma mãe ensinada que “deve ser perfeita” mata a vida nos seus filhos, procurando que neles, essa “perfeição” que os impede de sentirem, se expressarem e aprenderem com os erros, seja a tirana nazi que os mantem mental e emocionalmente num campo de concentração psíquico. A melhor mãe é aquela que aceita as suas imperfeições, única forma de honrar a sua condição humana e o melhor caminho para construir o verdadeiro poder, que é interno e que deriva de encontrar a verdade de quem É e afirmá-la corajosamente no mundo. É aquela que procura ser honesta consigo mesma, aceitando-se como é, que nunca desiste de se amar cada vez mais, integrando nesse processo, a sua totalidade. É aquela que é uma expressão viva, ao melhor da sua capacidade, do que é ser fêmea-mulher e divina. É aquela que procura curar as suas feridas, vivendo cada vez mais no presente, abraçando o processo da vida, onde continuamente estamos chegando a algum lugar, em vez de estar focada no produto, na chegada, que na verdade, não existe. É aquela que se sabe paradoxo vivo e que o honra na sua singularidade e ciclicidade, nos ritmos do seu corpoalma, e se enraíza no seu corpo de mulher, que ama e respeita. A criança cuja mãe não habita o seu corpo feminino (somos cabeças ambulantes) também não se vai poder ligar à sua matéria-mater-mãe, que é o seu corpo e vai certamente entrar em adições, vícios, compulsões. A mãe, precisa ver-se a si mesma em primeiro lugar, para poder ver e reconhecer o filho; o filho que não é visto, jamais sentirá o amor da Vida na sua plenitude; pode ser, tristemente, um aleijado emocional. Uma mãe curada, em vez de projetar para cima dos filhos o que ela quer que eles sejam – muitas vezes como compensação da sua vida não vivida – diz, através do seu comportamento: ensina-me a ser para ti, aquela que te educa para seres quem nasceste para ser. É aquela é o espelho mais cristalino que puder ser, para que o filho se reflita nela e cresça sendo cada vez mais ele mesmo. Estamos todos neste caminho de Amor. Abençoados sejam os nossos pais e os nossos filhos!

 Artigo de Vera Faria Leal para a REVISTA ZEN de Março:

 AMAR É UNIR

 O Amor é, antes de tudo, uma Lei Universal: Toda a criação é governada por leis. Os princípios que operam no mundo físico estudados pela ciência, são as leis naturais. Por outro lado, desde sempre que todas as sabedorias e conhecimentos espirituais, iniciáticos, revelaram leis subtis que presidem ao plano espiritual e à dimensão da consciência. De acordo com essa sabedoria, a verdadeira natureza da matéria está contida nestas leis. Conhecê-las é transcender gradualmente a dualidade da realidade aparente. Vivê-las, é conquistar a verdadeira liberdade interior. Ser uno com elas é assumir a nossa condição de seres espirituais a ter uma experiência humana e fundirmo-nos com o princípio primordial da Vida: o Amor Universal.

 Assim sendo, qual o Poder do verdadeiro Amor? É o Poder de evoluirmos e de cumprirmos o nosso propósito enquanto seres essencialmente espirituais a ter uma experiência terrena. Na medida em que nos formos identificando mais e mais com esta essência divina, a nossa consciência de que somos o Amor vai também expandindo, o que nos permite viver mais inteiros e mais felizes. Nesta medida, posso afirmar que o Amor é um estado de consciência que varia desde um nível muito básico, de sobrevivência, em que o Amor é vivido como sentimento de posse – o que eu amo é meu – até níveis cada vez mais conscientes, luminosos e livres. Quanto mais vamos sendo capazes de viver o Amor como adesão profunda à Vida, honrando a Vida em nós e aprendendo a respeitar e a praticar a Lei do Amor, com tudo o que nos vai acontecendo, mais a Vida fará sentido, mais um sentimento de que tudo está certo nos invade, nos bons e nos momentos mais difíceis. Sabemos que estamos a viver cada vez mais de acordo com a Lei do Amor, quando temos menos preconceitos, julgamentos, divisões, superstições redutoras e instabilidade interior. Assim, o poder do Amor é o maior Poder: se o Amor é uma Lei Cósmica que cumpre o desígnio divino de assegurar a evolução espiritual dos seres, então este amor é o motor subjacente à evolução da condição humana primordial, rumo a um estado de iluminação, de consciência crística. Não há poder maior do que este: os eons (o tempo cósmico, milhões de anos) sucedem-se e o plano divino toma forma, independentemente do poder dos grupos políticos, económicos, militares, que, em cada época histórica pisam a terra.

 Amar é unir: tal é o verdadeiro poder do Amor. Unir é curar, restabelecer, acreditar, é criarmos novos relacionamentos, nova vida e recriarmo-nos na crescente liberdade de sermos irradiadores de amor, à imagem e semelhança da Fonte. A forma como amamos está dependente do nosso nível de consciência, da nossa qualidade vibratória (que é a soma da qualidade dos nossos pensamentos, intenções, emoções, atos). Se vibrarmos numa baixa frequência, se nos sentimos sobreviventes do amor, carentes e vazios, com medo de perder o pouco ou o nada que temos, tendemos a projetar nos outros esse vazio e passamos a chamar “amor” a essa carência. Neste estágio, o sentimento de posse é dominante: eu possuo quem amo! Nesta fase, as pessoas costumam ferir–se umas às outras ”por amor”; a verdade, é que se magoam mutuamente por desespero, quando quem pensavam que “possuíam” começa a revoltar-se.

 A esmagadora maioria dos relacionamentos humanos começa assim, com este “equívoco” que fazemos do amor. Ele é na verdade um estado interior crescente de abundância que produz estabilidade emocional, mas começamos cedo a chamar amor às nossas carências. A partir desta primeira faísca ou início de relação, o desencontro desdobra-se até ao limite (se o deixarmos e se não mudarmos constantemente de parceiro para fugir da responsabilidade de encarar os nossos medos e insuficiências). Mas é exatamente no ponto em que tudo parece correr mal, estar perdido, a paixão já terminando, quando o outro nos devolve a nossa “fealdade”, aquilo que não é bonito de ver, através das suas cobranças, desinteresse e crítica, traição, insegurança ou agressividade, que tudo pode começar. A maioria das pessoas tende, neste ponto das relações, ou a trocar de parceiro ou a afundar-se no trabalho, na depressão ou noutro substituto para o vazio. Mas o que neste ponto precisamos fazer, é aprender a encarar a morte-vida-morte do Amor, a necessária transformação da paixão num outro estágio da relação em que, através do que o outro nos espelha de nós que não é agradável, aprendemos a reconhecermo-nos, a recolher as nossas projeções ilusórias MAS NECESSÁRIAS sobre o outro, a responsabilizarmo-nos pelo nosso próprio processo de individuação, de autonomia e de estabilidade emocional.

 Quando caminhamos no sentido da liberdade interior, da maturidade, do assumir responsabilidade por nos amarmos a nós mesmos, sentimos que o amor nos expande e acrescenta, nos torna melhores pessoas porque nos oferece a oportunidade de nos doarmos incondicionalmente, como escolha consciente e não moeda de troca para cobranças e chantagens emocionais. Quanto mais amadurecidos e firmados no auto-respeito e amor-próprio, mais o amor é uma experiência que nos liberta para os sins e os nãos, sem nos sentirmos culpados por nos afirmar; mais amamos com respeito pela liberdade de escolha do outro. Quanto mais amadurecemos no Amor, mais libertamos quem amamos para o seu próprio projeto de vida, mais queremos para o outro o que for melhor para ele, mesmo que isso por vezes ainda nos traga alguma insegurança. O caminho faz-se caminhando.

 O amor, quanto mais evoluído, mais se torna uma escolha da inteligência amorosa do coração. O amor não é cego: ele relaciona-se com a qualidade de cada ser. O Amor como Lei, é descoberto e vivido como o processo de evolução espiritual de cada um. O amor como vivência entre seres conduz ao processo de individuação – saber quem somos, o que queremos e o que não queremos, os preços que pagamos e aqueles que nunca mais vamos pagar, porque aprendemos um dia que é melhor pagar o preço para evoluir do que para não crescer emocional e espiritualmente. Esta experiência vem necessariamente através dos conflitos, das desilusões, das mortes para os desejos do ego e do resolver das necessidades imaturas e infantis de que o outro seja o pai/mãe que não tivemos (ou que tivemos mal). A Vida presenteia-nos com as desilusões necessárias para que um dia, aprendamos a recolher as nossas ilusões, reconhecer as nossas falhas, limitações e vazios, e a responsabilizarmo-nos por cuidar de nós próprios, por assumir o nosso sentido de vida e por tecer a nossa felicidade com as nossas próprias mãos. Neste processo, aprendemos e crescemos muito – fazemos uma alquimia psicológica importante e esperançosamente, reconhecemos e aprendemos a lidar com o que o outro sempre nos espelhou, mas que não quisemos ou não pudemos ver antes. Assim teremos a oportunidade de integrar a nossa própria sombra, reconhecer as nossas intenções inconscientes nas relações, de nos tornamos mais inteiros, energizados, vitais e poderosos interiormente. Em todo esse processo afinal, aquele que foi castrador ensinou-me a conquistar a verdadeira liberdade – de ser eu mesmo; aquele que me traiu ajudou-me a deixar de me trair a mim mesmo e a aprender a ser fiel ao meu próprio projecto de vida e assim por diante.

 Depois de sabermos quem somos, um dia saberemos que somos todos UM – na essência que partilhamos, nos anseios da Alma que em cada um de nós anela pelo mesmo, na necessidade de expressão genuína do desejo do coração. Este processo é uma caminhada espiritual, a que o Amor nos conduz numa sucessiva expansão de consciência onde um sentido interior de unificação, propósito e doação genuína e livre de nós mesmos, nos devolve beatitude, graça, sentido para a existência. Tal é a suma importância do Amor na nossa evolução espiritual.

 O Amor ensina-nos a ser sóis irradiadores da luz da consciência, não meramente satélites a orbitar na dependência do outro. O apego identifica-se com os níveis mais inferiores que a experiência humana faz do Amor. Ele relaciona-se com uma forma de amar “lunar”, imatura, em que exigimos que o outro satisfaça todas as nossas necessidades. No apego, não é possível sentirmo-nos livres para amar cada vez com menos condições, limitações e regras. Neste nível mais básico em que o apego se expressa, a segurança vem-nos daquilo a que chamamos “meu”: o meu parceiro, a minha família, o meu dinheiro, as minhas posses… Na medida em que a vida nos retira esta falsa segurança (um divórcio, uma doença, despedimento, ou outra forma de crise) somos gradualmente convidados a experienciar uma dimensão mais criativa e começamos a aferir um sentido de segurança a partir do “Eu”. Começamos a acreditar que temos a capacidade de nos sustentar, de fazer oportunidades acontecerem, de ter amigos gratificantes, de….

 Numa terceira etapa, aprendemos finalmente, a confiar na Vida: o desapego nasce da alquimia profunda de quem fez um trabalho integral consigo mesmo: com a mente e as crenças, as emoções e os relacionamentos, os ensinamentos e a prática espiritual. Aprendemos gradualmente a ler os sinais por detrás da forma que os eventos tomam, descodificamos as lições a tirar do que nos sucede e compreendemos claramente que há uma intenção oculta subjacente a tudo o que acontece. Aprendemos a confiar nessa intenção, mesmo que não compreendamos logo todo o sentido do que se está a passar e confiamos que a Vida nos encaminha e conspira para o nosso maior bem, de acordo com o nível de consciência que conseguimos alcançar. O desapego é este processo relacionado com uma confiança cada vez mais profunda e sólida na Vida, um maravilhar ante os seus mistérios, uma rendição à sabedoria do Universo que nos criou, conduz e transforma. O desapego verdadeiro nunca se confunde com indiferença, negligência, alienação ou irresponsabilidade. Ele acontece tanto mais quanto compreendemos e vivenciamos a realidade de que não somos um corpo físico, não somos os nossos pensamentos, não somos posses nem títulos, não somos um clã nem somos os nossos relacionamentos. Por isso, não podemos fazer depender a nossa estabilidade de nenhum destes factores, embora trabalhemos com todos eles. Eles servem-nos, mas não nos definem, em ultima instância. Porque o que nos define, no final de tudo, é o que não perece e não muda: o Amor Maior.

Temos a responsabilidade de descobrir quem somos e a vida, através dos relacionamentos e das circunstâncias onde temos que fazer escolhas, está-nos sempre a ensinar isso mesmo. Enquanto não aprendermos a honrar a Vida em nós, aceitando-nos, respeitando-nos e amando-nos, como podemos fazer jus à sacralidade de toda a Vida? Enquanto não nos amarmos e aceitarmos, não poderemos receber suficiente nutrição da vida, sob diversas formas. A nossa falta de amor reverberará com a carência e a escassez e será isso que atrairemos. Os problemas surgem quando queremos dar muito de nós sem estarmos ainda preparados. Nessa altura, é comum as pessoas usarem (muitas vezes inconscientemente) a espiritualidade como fuga ou alienação, enquanto toda a sua vida material e relacional está um caos. Há pessoas que dão porque não sabem receber e essa torna-se a sua moeda de troca para uma auto estima frágil e uma vitimização disfarçada. Estas pessoas não dão: arrancam de si o que não têm para dar e começam a perder minerais, cálcio, ferro… é mais fácil fugir do nosso vazio e inferno pessoais desatando a dar aos outros, do que encararmos os nossos fantasmas e fazer algo sério por nós mesmos. O problema é que, a prazo, o preço disto é desastroso e pesado.

A nossa primeira responsabilidade é para connosco mesmos e nesta medida, somos a pessoa mais importante das nossas vidas. Só a partir de uma postura honesta e responsável perante nós mesmos será possível evoluir no todo que somos: no instintivo, no emotivo, no racional, nos valores, nos comportamentos, na espiritualidade. Não se pode dar o que se não tem e quanto mais desfrutar da Vida, mais vida terá. (“Porque ao que tiver lhe será dado; e ao que não tiver, até aquilo que julga ter lhe será tirado: São Lucas 8,18”). Os mestres ensinam-nos a disciplina, as práticas espirituais, a atenção, a necessidade de ensinamentos, a gratidão pelo tanto que temos. Gradualmente, e na medida da nossa dedicação e intenção, podemos vir a dar aos outros com verdade, a partir de uma abundância interior e não de uma carência. Do meu ponto de vista pessoal, esta abundância só se consegue quando aprendemos a nutrir a nossa Alma com meditação, união com a Fonte divina.

 Quando todo este processo de amor por si e autenticidade se reforça, a pessoa deixa de ser manipulável e já não faz chantagens emocionais – o auto-respeito e o amor pelo outro são sagrados e a relação torna-se uma oportunidade para praticar esta doação activa e criativa de si mesmo. A pessoa torna-se mais presente para a outra, mais atenta ao que é bom para a outra pessoa, e não precisa de provas de amor porque o amor não é usado para aferir o seu valor. O amor torna-se uma irradiação natural do seu estado de liberdade interior, liberdade dos seus medos, dependências, apegos e ilusões. Torna-se mais tolerante, generosa e contente e sintoniza-se com o maior bem de todos envolvidos. Torna-se mais fácil assumir com naturalidade as suas próprias limitações e não usa as dos outros para obter qualquer tipo de vantagem. O amor encontra sempre formas de ser útil, de tocar o outro, de olhar o outro, de encontrar uma solução, de expressar a sua benção, de unir e fazer pontes. A pessoa é mais autêntica e respeitadora das suas necessidades e das dos outros. Ela transcende-se e ultrapassa novos limites que antes julgava impossíveis. Ela aprende a ver a qualidade do outro que ama e ama cada vez mais, identificada com a qualidade amorosa de quem ela se liga. Cresce na aceitação dos defeitos do outro e porque acredita na sua luz e potencial, ajuda-o extraordinariamente a manifestar essa mesma luz e capacidade. Ela sente-se mais grata, mais pacificada e realizada.

 Algumas sugestões sobre como as pessoas podem desenvolver melhor o amor que têm dentro de si:

 –         Todos os dias dar passos no sentido do desenvolvimento físico, mental, emocional e espiritual. Trabalhar-se a si mesmo compensa!

–         Estar grato e expressar contentamento pelo que se tem.

–         Partilhar os seus recursos ajudando outras pessoas (com o seu tempo, energia, sabedoria, humor, amor, recursos, etc).

–         Meditar diariamente para se conectar com a Fonte em Si mesmo.

–         Desistir de querer viver de acordo com as expectativas dos outros, pois esta é uma boa definição de inferno.

–         Perdoar o passado e libertar-se das mágoas que impedem que as bençãos cheguem à sua vida.

–         Responsabilizar-se pelo seu próprio projecto de vida, pelos seus desejos e sonhos e crescer na sabedoria e na consciência de que é cocriador do seu destino. É o guionista, o actos principal e o realizador do filme da sua vida. Que filme escolhe e que papel fundamental é o seu?

–         Rir mais.

–         Procurar o equilíbrio nas suas actividades e entre o tempo que dedica aos outros e o tempo que precisa para si.

–         Brincar com a sua criança interior.

–         Lembrar-se muitas vezes ao dia que cada em cada segundo, o Universo lhe oferece o melhor. Ame muito!

Vera Faria Leal

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