Olá e bem-haja!
Estamos na lua nova de Peixes em eclipse solar – um portal de novas sementes e (eclipse solar) um tempo para largar o passado, quem não somos mais, um largar da velha concha, pele, modo de ser que não somos mais. A nova energia poderá libertar-se a partir do nosso interior, gestada neste novo ciclo, e iniciar o seu crescimento. Para isso temos que nos aceitar por inteiro, pois só o que pode ser aceite, pode ser transformado. Peixes é o signo para se falar desta aceitação incondicional do tudo em nós, é o signo da compaixão pela capacidade de nos colocarmos nos sapatos dos outros – de os sentirmos. A propósito disto veja a soberba interpretação de Lady Gaga nos Óscares – Até que te aconteça a ti… https://www.youtube.com/watch?v=TZhsJ1saExI

Peixes representa o arquétipo da universalidade, o oceano (cósmico) da consciência espiritual; a imaginação criativa com a qual acedemos à alma, a mística – em Portugal eu acrescentaria o Fado, esse poético anseio da Unidade.

Podemos sentir o poder desta lunação pela positiva – maior compaixão, tolerância, conexão com a alma, a nossa verdade profunda – ou pela negativa – agarrando-nos aos nossos vícios, compulsões, hábitos destrutivos, negações, alienações e inconsciência.

“As pessoas farão qualquer coisa, não importa quão absurdo, para evitarem encarar a sua própria alma”. Jung
Este é o problema, isto é o que precisamos enfrentar.

O mais terrível de aceitar, é o aceitarmo-nos completamente a nos mesmos” Jung

Pois esta lunação de final do ciclo astrológico, pede-nos isto mesmo, se queremos viver melhor, se queremos renascer. Temos vivido tempos intensos, profundos, espelhados nas energias cósmicas; pedem-nos a coragem da totalidade, de sermos inteiros, para podermos avançar e atualizar continuamente o nosso potencial.

“Tens que estar disposto a largar quem és, para te poderes tornar em quem serás” Jung

Hoje e a propósito deste novo ciclo pisciano, desejo celebrar a nossa imperfeição humana, as nossas falhas como qualidades intrínsecas do ser-se humano.

“Toca os sinos que ainda podem tocar
Esquece a tua oferta perfeita
Há uma brecha/falha em tudo
É através dela que a luz pode entrar.”
Leonard Cohen, Anthem

No antigo processo que os alquimistas conheciam, o chumbo (inconsciência) tornava-se em ouro (consciência do Self) – também os nossos erros e imperfeições, vergonhas e desgostos podem (e são) um vaso alquímico, uma oportunidade para a transformação, o encontro com a nossa essência. As nossas mais profundas feridas são o lugar onde o mais sagrado de nós se esconde e aguarda ser encontrado.
Os nosso tiranos internos (o masculino interno destrutivo) tenta derrotar-nos acusando-nos do erros, tenta retirar-lhes o precioso valor da aprendizagem inerente, tenta fazer-nos crer que não valemos muito porque falhamos, tenta convencer-nos de que não devíamos existir, de tão imperfeitos. tão lOnge da pessoa “ideal”.  

“A tua visão tonar-se-á clara apenas quando tu olhares para o teu coração. Quem olha para fora dorme; quem olha para dentro desperta”- Jung

Numa sociedade viciada no ideal perverso do perfecionismo, que na verdade serve interesses manipuladores patriarcais, esconde imensa insegurança e/ou um idealismo racional perigoso, desenraizado da nossa condição humana, terrenal, instintiva, vital, necessitamos urgentemente da dimensão pisciana consciente unitária, amorosa. Os idealismos – mesmo os espirituais – que não respeitam o paradoxo da condição humana, que não integram a dimensão instintiva, terrenal, a função sentimento e a sombra, tornam-se regras/crenças perigosíssimas, tendencialmente fanáticas e potencialmente letais.  Quer  individual quer coletivamente. esta fantasia equivoca e impossível do perfeccionismo, aliada à ilusão do sucesso numa sociedade que aspira à perfeição como condição e status (falsamente) superiores mantém as chagas sociais que conhecemos.

“Toda a forma de vício é má, não importa se é de narcóticos, álcool, morfina ou de idealismo” Jung

Todos temos que enfrentar a nossa sombra para libertar a energia vital que nos conduz à compaixão, ao auto amor e aceitação. Precisamos desfazer os “feitiços” que nos mantém em formatos arcaicos, rígidos, perfecionistas e destrutivos, castradores e alienantes, para nos libertarmos e vivermos os nosso eus autênticos e…imperfeitos!!
A alma humana tem fome de uma vida para além da tirania do perfecionismo; ela floresce na espontaneidade do momento presente, no abraçar do paradoxo da vida, na aceitação plena de quem somos. Isto aquece-nos e o fogo assim ativado neste processo pessoal de auto descoberta transforma o significado e os sentido das nossas “falhas, fissuras e brechas”, que se tornam mo portal através do qual a graça divina nos inunda.

“Devemos almejar a ser inteiros, não perfeitos. A perfeição pertence aos deuses.” Jung

Quando encontrar algo que nutra a sua alma, por favor honre isso e mantenha-se fiel a essa forma de viver!
 Tenha uma muito abençoada, compassiva e inspirada lunação!
Com amor, na doce vibração de Neptuno, regente dos Peixes,
Vera

LANÇAMENTOS DO NOVO LIVRO E CARTAS: ORÁCULO DO SAGRADO FEMININO
ALGARVE: – dia 11 Março, sexta, às 19h00 Na FNAC do ALGARVESHOPPING, Lugar da Tavagueira, loja A 006 /105, Guia. Albufeira

FUNCHAL: dia 14 Maio, sábado, na Feira do Livro às 18H50.

Lisboa: a confirmar em Abril.

Convite Lançamento Livro do Oráculo do Sagrado Feminino dia 11 de Março na Fnac Algarve Shopping

eu

Artigos relacionados: