Queridos Todos,

Tenham uma Lua Nova de Balança plena de partilha, maior consciência das projeções (da sombra) nos relacionamentos (para as sabermos recuperar e integrar em nós) e incremento das capacidades de negociação, comunicação e socialização.

Tudo na vida são relações e esta Lua nova propõe que as trabalhemos aprofundando sempre mais, quer nas outras, quer na mais importante de todas: a que mantemos connosco mesmos. Se te conheces bem, saberás ser verdadeiro contigo e poderás fazer as melhores escolhas  para a tua vida.

Enquanto Vénus, a regente de Balança, esteve em Escorpião (há cerca de um mês e até o passado dia 7 Out) ela propôs-nos o resgate das partes escondidas, rejeitadas de nós, reconetando-nos com as feridas, a solidão e o medo da intimidade, que esconde sempre as nossas angustias; agora, se esse trabalho foi feito, devemos criar estruturas emocionais que nos ajudem a trazer á luz (à consciência e à vida) essas partes redimidas: ao abraçarmos a sombra, tornamo-nos inteiros (não há outra forma de chegar lá) e reconhecemos a verdade de quem somos! NÃO É EXTRAORDINARIO? Vénus conecta-nos e empodera o nosso chacra do coração, que nos ensina, se equilibrado, a ser fieis à nossa verdade, e nas nossas relações também, através das melhores escolhas e comportamentos.

No antigo Egipto, a Deusa Maat, Deusa da Verdade, tinha como símbolo uma balança que, após a morte, pesava os corações das almas, colocados numa das suas extremidades. No outro prato da balançam estava uma pena, representação da Verdade, a Verdade de quem Somos. Se o coração pesasse mais que a pena, seria comido por um animal terrestre; aqui, teria havido demasiado “materialismo”, apego à matéria não redimida, não “iluminada” pela Luz da consciência e pelo fogo do amor. Há muita gente a viver assim: “só mente”, “só matéria” sem saberem que não se habitam a si mesmos realmente, opacos e monolíticos – mesmo que em forma – não há qualquer beleza na sua irradiação, nem grande sentimento nos seus relacionamentos.

maat

Se o coração fosse mais leve do que a pena, seria tragado por uma águia; teria sido uma vida demasiado “etérea”, desincorporada, dissociada do corpo que a Alma precisa habitar para que o céu (espirito) desça à Terra (matéria). Há tanta gente a viver assim, e muitas vezes “espiritualmente alienada” e incapaz de se ligar à Terra, ao corpo, ao sentir e aos outros. Só se o coração estivesse em equilibro com a pena – com a verdade do seu destino, a Alma passaria o “julgamento”, que era um autojulgamento. Lindo e dá para refletir, verdade?

“Enquanto não atravessarmos
a dor da nossa própria solidão,
continuaremos a buscar-nos noutras metades.
Para viver a dois, antes, é
necessário ser um.”

Fernando Pessoa

Então, sê verdadeiro para contigo mesmo, mantém-te inteiro no teu lado da Balança e não te dobres para o lado da balança do teu parceiro, na esperança de que, se te curvares o suficiente, dê certo!  Ou ficas preso lá em baixo, ou ficas pendurado lá encima! Procura o teu equilíbrio e estarás a promover o equilibro – sempre dinâmico -nas relações, em verdade, liberdade e igualdade mutuas. E traz-te inteiro (abraçando luz e sombra) para o outro.

 E porque é o Mês da aprendizagem Libriana do Amor:

“Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor à procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa, amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.”

Carlos Drummond de Andrade

Resta-me lembrar que estão ainda disponíveis as ultimas vagas para a 14ª Formação de Facilitadores do Método

 “Ame-se e Cure a Sua Vida” baseado na filosofia Louise Hay de 16 a 20 Outubro;

  http://www.verafarialeal.com.pt/formacao-de-facilitadores-metodo-louise-hay-portugal/

Informações e inscrições: harmoniaviva@gmail.com

 Parabéns á querida Louise Hay que dia 8 Out. fez 87 anos! Abraço a cada um dos 140 Hay Teachers que tive o privilégio de formar em Portugal e no Brasil! Muitas bênçãos de amor e prosperidade para vós.

 Para cada um que me lê, o meu abraço carinhoso,

 Vera 

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