Celebração de Beltane (Maio)

CELEBRAÇÃO DE BELTANE, em Maio: O RENASCER DE VENUS EM CADA MULHER

dEUSA AFRODITE

Arquétipos, vivências e cura da sexualidade sagrada da Mulher

 “Mulher, entra no santuário da Deusa. Ela é Afrodite e representa a Beleza e o Amor. Se lhe permitires, Ela manifestar-se-á através de ti, numa nova realidade…”

Informações e Inscrições: harmoniaviva@gmail.com

PROGRAMA: ver aqui: http://www.verafarialeal.com.pt/retiro-da-luz-maio-2014/ 

Integrar Vénus e Lilith: As Deusas alquímicas do Amor e da sexualidade

 Curar as feridas sexuais da Mulher: exercício de Tarantella –Spider dance, criado por Alessandra Belloni: http://www.alessandrabelloni.com/

O animus da mulher e o seu Amante interior: vivência. Serão referenciados com propostas personalizadas de trabalho, os arquétipos masculinos do mapa astral de cada participante.

Ritual de Beltane: celebrar a energia da Vida, do Amor e da Criatividade

 Vénus-Afrodite, a Deusa greco-romana do amor, paixão, beleza e criação, revela a faceta arquetípica da Amante, a rainha do Amor. É uma deusa alquímica, que inicia as mulheres nos mistérios do sangue menstrual, (desde as primeiras regras à menopausa). É alquímica porque o Amor é o maior agente de transformação, o grande Mago universal; esse Amor que é a Vida, e que nos cumpre receber e encontrar dentro de nós. Esse Amor que nos deve tornar inteiras, não metades, que nos ensina o caminho da máxima realização do nosso ser. Como amamos? Como queremos ser amadas?

Na antiga Roda do Ano nas tradições do hemisfério norte, celebra-se de 30 Abril para 1 Maio a festividade de Beltane. Beltane celebra o retorno do sol, o “renascimento” da Primavera e o começo da estação do plantio. Realizavam-se rituais em honra do poder de criação fertilizador do Divino Feminino e Masculino, o Casal Sagrado. Os antigos celebravam a Natureza com banquetes, jogos, poesia, cânticos e danças sagradas. A prodigalidade da Mãe Terra é cantada em Beltane, simbolizando a nossa abertura para o nosso próprio poder criativo e dador de Vida. Beltane é Festival de fogo; o fogo do amor, união, fertilidade, paixão, sensualidade, criatividade; é a união activa do masculino –Yang -e do  feminino – Yin – em nós e no mundo, que revela a manifestação do máximo potencial.

Milhares de anos de condicionamentos e repressões converteram a sexualidade feminina naquele que é talvez o seu aspecto mais vulnerável. Hoje, precisamos resgatar a sabedoria interna do nosso corpo e deixarmo-nos fluir com ela em vez de lutar contra ela., despertar para os nossos ciclos, utilizar criativamente o enorme poder vital da energia sexual, Eros. A mulher precisa saber usar esta energia para além da pro-criação, para a co-criação. Para tal, precisamos entrar verdadeiramente no nosso interior, nesse núcleo onde habita a centelha da Vida, a energia que fertiliza as criações do universo. A sexualidade e a psicologia feminina estão ligadas a estas tendências cíclicas que a deusa Lua marca com as suas fases, no corpo-alma da mulher. A sabedoria do útero fala a cada mulher e condu-la durante os ciclos, ao longo da sua vida, a fases de fertilização, criação, manifestação, retiro, introversão, sabedoria.

O arquétipo de Lilith representa globalmente a profunda e inata sabedoria sexual feminina; ela é um aspecto da serpente Kundalini, a força telúrica da Terra que cria livremente. Ela expressa-se livremente no desejo que emula a força da Vida num corpo feminino, como religação curadora e autêntica à matriz gozosa e criadora de beleza, no ventre da Mulher. Acredito que a repressão (e perseguição) milenar desta energia nas culturas patriarcais se tenha “congelado” no útero e nos ovários como regras dolorosas, miomas, quistos e feridas que reflectem o quanto nos afastámos da presença no nosso corpo, da sabedoria do útero, e da energia extraordinária e original de Lilith. A mulher precisa recuperar-se a si mesma e religar-se à sua matriz gozosa e à energia da Vida que a habita, curando as feridas de uma sexualdiade pobre, agressora ou alienada da sua condição natural e sagrada.

 

Há várias tradições – xamânicas, taoistas, tântricas, entre outras –  que mantiveram os ensinamentos e as práticas que ensinam a mulher a deixar de mendigar amor, beleza e prazer, para ser ela mesma criadora e servidora do amor, da beleza e do gozo que nela habitam, passando a ser  uma criadora consciente  da sua realidade baseada na força da Deusa em Si. Vamos ensinar algumas práticas físicas, energéticas e simbólicas que apoiam esta alquimia duma sexualidade sábia, ancestral herança da maravilhosa condição de Mulher.

Beltane é um tempo de celebração da união sagrada do masculino e do feminino dentro de nós mesmas e nos nossos relacionamentos. Faremos um trabalho muito revelador com o animus – a nossa contraparte masculina inconsciente –representando nesta fase do ano, o nosso Amante interno. Conectar-se com o “animus”, conhecer este aspecto importante da sua psique é fundamental para potenciar o amor próprio e o amor para com outros seres humanos. Quanto melhor se conhece, mais tem para partilhar e mais conscientes e plenos serão os seus relacionamentos.

Que qualidades divinas buscamos nos nossos amantes? Que qualidades gostaria que o seu companheiro interior tivesse? Faremos uma meditação de religação ao nosso amante interno, essa energia arquetípica que dentro de nós é muito responsável pela forma como vivemos o nosso poder, ou a nossa impotência, o nosso desejo ou a nossa dependência, as nossas ousadias ou os nossos medos. Este encontro com o senhor da dança em nós transforma-nos, fertiliza os nossos sonhos, potencializa-nos no enlace das energias Yin e Yang criadoras da Vida.