CRÓNICA DESTES TEMPOS E RITUAL DO RENASCIMENTO DA LUZ

 Queridos Todos,

 Estamos saídos da Lunação de Escorpião que nos trouxe a cada um, o(s) desafio(s) necessário para os nossos próprios processos: que tenham conseguido encontrar a melhor  síntese. A Astrologia lida com as datas, o tempo e os ciclos que regem a vida humana e as sociedades ao longo da Historia. Há certamente datas que constelam maior poder transformador de acordo com as mensagens da estação da natureza e das configurações astrológicas protagonizadas pelos planetas nas constelações zodiacais. E esta é uma delas. Enorme.

 Fala-se como nunca em elevação ou expansão da consciência – bem verdade, embora eu esteja bem ciente de que não se pode abrir uma cabeça à marretada e dizer: “toma lá consciência!” e despejá-la pelo cérebro do candidato a mais iluminação. A consciência é uma conquista feita de muitas jornadas e importantes processos. Falam-nos dos portais e dos astros que nos convidam a expandir a mesma consciência, para podermos transcender as leis da tridimensionalidade e ancorar-nos na identificação com a Alma, que reflecte a necessidade de uma nova “tradução” das leis, como a do Amor.

 O fantástico filme recente “Cloud Atlas” fala do novo paradigma e de velhas verdades sobre a Lei de causa e efeito e coloca a questão: porque é que fazemos as mesmas coisas, gerações após gerações? A resposta é clara: porque projectamos o mal sempre para fora de nós: o sistema, o adversário, o marido, o patrão, a mulheres, os sindicatos, os…..ad nauseum… há milénios que vivemos na cultura do bode expiatório nas famílias, nas empresas, nos países. É tempo de reconhecer que o mal está dentro de nós, tanto quanto o bem. Se dissermos a um qualquer senhor da guerra, desejoso de lançar ofensivas contra o adversário, que está possuído pelo seu próprio mal não reconhecido nem integrado (vicejando por isso na sua sombra), somos capazes de ficar sem cabeça! A consciência não se pode adquirir à marretada… A resposta à questão colocada no filme é esta: fazemos uns aos outros as mesmas coisas, gerações após gerações, porque continuamos a projectar o mal para fora de nós numa atitude inconsciente, ignorante, dualista, que mantém a vitimização e desresponsabiliza a pessoa, impede-a de se pôr em causa e amadurecer. Se cada um de nós se responsabilizar pelo seu próprio mal e pelo seu próprio bem, se se colocar em causa e reflectir perante um desafio: o que é que isto tem para me mostrar? Será que reprimi o meu desejo de poder? Como uso o meu poder? Será que escondo a minha frustração e/ou vontade de brilhar? Como posso irradiar a minha individualidade? Será que projecto para fora as minhas necessidades e conflitos internos? Será que me sinto órfão amputado da minha essência, e vivo ignorando que, tantas vezes e de tantas formas o que mais admiro e o que mais detesto fora, são coisas que em mim mesmo precisam ser abraçadas, amadas, transformadas? Será que temos mesmo aprendido o que nos foi proposto? Será que não estamos a transformar príncipes em sapos com a nossa insegurança, cobranças e falta de amor-próprio? Será que estamos a perder oportunidades por orgulho e crítica excessivos? Será que nos andamos a iludir pensando que “o universo está às nossas ordens”?

 O universo não está à nossa disposição não senhor e ainda bem! se estivesse às nossas ordens, das duas uma: ou já não haveria terra com tanto desejo de guerra e raiva, ou já estávamos no paraíso, com tanto desejo de paz e amor. Os aproveitamentos para consumo das massas, das filosofias espirituais, por parte de uma dada New Age, não estão decididamente a funcionar nas economias em crise do EUA e Europa! Quem diz que o Universo está às nossas ordens pode esconder um desejo inconsciente de poder, mas o verdadeiro poder só o temos quando nos colocamos, com humildade e autenticidade, ao serviço do Universo. A melhor forma de o servir, é começando por nos amarmos e procurarmos a nossa própria redenção: a totalidade do Ser. É a única forma de, integrando luz e sombra, iluminando a inconsciência, transcendermos a dualidade da personalidade-alma e de irradiarmos cada vez mais, a vibração do Amor que é a nossa essência.

 COMO É QUE OS HOMENS INTEGRAM O SEU LADO FEMININO, OU OS 4 ESTÁGIOS DE INTEGRAÇÃO DA ANIMA MASCULINA

 Yule é tempo de dar à luz a alma – ou de aprofundar a nossa relação com ela e, por falar em anima (alma), sabem que há 4 estágios na integração da anima ou contraparte feminina inconsciente dos homens?  Estes estágios correspondem a níveis internos de consciência e a formas externas de relacionamentos afectivos. O homem que ainda não integrou a sua Anima, em qualquer dos estágios, relaciona-se de forma incompleta conflituosa e/ou equívoca com as mulheres e com o feminino. Os estágios de integração da Anima dos homens, de acordo com este modelo de Jung, também se relacionam com os estágios de integração de vários arquétipos da constelação feminina, para as mulheres, dai a sua importância. As mulheres também evoluem, no seu processo de FEMINITUDE CONSCIENTE através da integração destes arquétipos:

–  1º estágio: EVA:

O homem vive a anima através da sua energia biológica, instintiva e sexual. É o estágio mais comum e a mulher-amante com quem o homem começa por se relacionar, tende a tornar-se na mulher-mãe. As mulheres da sua vida são arquétipos de Eva no sentido (apenas) da mulher biológica e as relações são baseadas na atracção física, sexualidade biológica. 

2º estágio: HELENA/HETAIRA

O homem tem maior integração da sua anima, e vive as relações já não baseadas na sedução e atracção sexual, mas numa mais profunda complementaridade entre corpo e alma. A mulher Hetaira, que o homem atrai neste estágio, é a companheira de sexualidade romântica, e simultaneamente, uma companheira espiritual; partilham filosofia, poesia, e/ou espiritualidade. O homem torna-se cada vez mais criativo.

3º estágio: MARIA

O homem que integra a sua anima neste estágio já tem uma identificação com a sua alma, e a sua anima é a sua musa espiritual: assim, atrai uma mulher que já se trata como uma deusa, que já se identifica ela mesma com a sua divindade imanente. A comunhão espiritual é ainda mais profunda neste estágio.

4º estágio: SOPHIA

o homem integra gradualmente, o “lado feminino de Deus em Si” SOPHIA, a sabedoria divina. O poder de irradiação espiritual aumenta, assim como uma androginia própria de quem alcançou o casamento místico, as bodas sagradas entre Deus-Deusa em si mesmo.

 Para que haja esta integração gradual, tem que haver muito trabalho individual, resgate da sombra, perdão, humildade, coragem, entrega, silencio, no processe de se tornar inteiro. Esta é uma das mensagens da mudança: TORNAR-SE INTEIRO PARA SE CUMPRIR E REALIZAR.

 A LUA NOVA DE SAGITARIO

 Dia 13 Dezembro 2012 temos a Lunação de Sagitário, o signo da fé, da visão e dos ideais espirituais, a orientar-nos no caminho da revelação da Luz ao Mundo. Esta é a ultima lua nova antes do Yule, 21-12-2012, e acontece numa conjuntura astrológica mais alargada, de extrema importância. Como todas as datas importantes, pede-nos que permaneçamos conscientes, lúcidos e compassivos, para podermos fazer a nossa parte o melhor possível, nesta transição extraordinária de paradigmas. Ideais espirituais que tenham real poder de ajudar a humanidade e curar as suas feridas não a continuar a disseminar as superstições (e as consequências) de que “o meu deus é melhor do que o teu.”

 Como a seta do sagitário, para onde queremos ir? O que nos move? O que sonhamos pessoal e colectivamente? Dia 21-12-2012 representa renascimento espiritual: como nos preparamos para renascer e dar à Luz a nossa essência espiritual? Que perdões precisamos? De que absolvições e libertações? Como nos centramos quotidianamente e reforçamos o nosso propósito de vida?

“Somos o que sonhamos” diz um ditado Apache: que nova historia quer sonhar para si e para o colectivo? Faça-o no espírito de Sagitário: na fidelidade à Verdade que liberta!

Ciclo de 9 cerimónias e rituais do Sagrado Feminino

Com Vera Faria Leal, Cerimonialista da Deusa e Sister of Avalon

Margarida Neto, Hay Teacher, investigadora da Deusa e gurpo do CURSO FEMINITUDE CONSCIENTE

 Dia 17 DEZEMBRO – YULE, O NASCIMENTO DA LUZ – ACTIVAR EM NÓS O ARQUÉTIPO DA SACERDOTIZA. CONEXÃO COM ALMA. ESPIRITUALIDADE FEMININA.

 Local: Centro New Freedom, R. do Centro Cultural, nr 10-3º andar, (Alvalade, Lisboa).

 Inscrições: VAGAS LIMITADAS: É NECESSÁRIO RESERVAR A PRESENÇA COM ANTECEDÊNCIA PARA neto.margarida@gmail.com

No caso de não poder estar presente e desejar adquirir os Fascículos com ampla informação e exercícios relativos a cada cerimónia/temática, envie pedido para o mesmo email.

 – Estas cerimónias/rituais são momentos mágico-miticos, onde as dimensões se fundem e os portais da consciência viajam desde o corpo, à alma e desta ao coração da Terra e ao coração da Estrela Mãe;

– São rituais de purificação, transmutação e libertação de dores, bloqueios, e de integração da sombra do arquétipo mensal; conscientes do seu lado sombra e do seu lado luz, podemos auto consagrarmo-nos à sua totalidade, recuperando poder interior, clareza espiritual e potenciando cura emocional.

– São cerimónias lindíssimas com cânticos, danças e momentos em que o oráculo da Deusa é activado e a sua mensagem passada aos participantes,

– São encontros onde se capta e evoca a poética da Alma Feminina do Tempo, onde mulheres e homens são bem-vindos para comungar da mesma energia amorosa, clarividente, transformadora, e para imaginarmos juntos, o novo mythos, o novo mundo, na afirmação do novo Herói e da nova Heroína que somos.

 Espero ver-vos lá!

 Abraço fraterno de coproalma,

 Vera Teresa

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